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Nem RJ, nem Nordeste: por que RS lidera a entrada de turistas estrangeiros no Brasil no início do ano


Praia de Torres, no RS

Anselmo Cunha/ Agencia RBS

💼 Em janeiro de 2026, mais de 1,4 milhão de turistas internacionais desembarcaram no Brasil, mas foi o Rio Grande do Sul quem roubou a cena: o estado se tornou a principal porta de entrada do turismo internacional em janeiro ao receber mais turistas do que destinos tradicionais do país, como o Rio de Janeiro e as praias do Nordeste.

Dados da Embratur, do Ministério do Turismo e da Polícia Federal, mostram que o estado recebeu 366.578 visitantes internacionais no primeiro mês. Confira:

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Rio Grande do Sul: 366.578

Rio de Janeiro: 289.255

São Paulo: 230.788

Santa Catarina: 205.115

Paraná: 181.935

Trilhas da Guarita, em Torres

O que explica o top 1

🔝 O desempenho do RS combina proximidade com países vizinhos, fronteiras ativas e promoção contínua de destinos, segundo os dados oficiais e as ações estaduais.

A Argentina puxou as chegadas ao estado com 302.971 visitantes, seguida por Uruguai (55.130), Paraguai (2.122), Chile (1.576) e Estados Unidos (793).

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o resultado sinaliza reconexão regional e efeito econômico:

"A liderança do Rio Grande do Sul em janeiro de 2026 é um reflexo direto de um Brasil que se reconecta com seus vizinhos e fortalece suas fronteiras como espaços de desenvolvimento", diz.

Ele afirma ainda: "Estamos mais conectados e promovendo o Brasil de forma diversificada, estimulando que esses visitantes permaneçam mais tempo e movimentem ainda mais a nossa economia, deixando mais recursos para promover desenvolvimento e incentivar a geração de emprego e renda".

O secretário de Turismo do RS, Ronaldo Santini, resume o movimento:

"O turismo do Rio Grande do Sul não está apenas se recuperando. Estamos crescendo acima da média brasileira porque estruturamos ações de promoção, qualificação e presença de mercado. Isso gera resultado concreto e sustentável para o estado", comenta.

Turistas estrangeiros em alta

O movimento do RS acontece em um cenário nacional aquecido. Segundo Freixo, o desempenho gaúcho "faz parte de uma engrenagem maior", com investimento em infraestrutura e promoção de destinos de fronteira.

"Com o Rio Grande do Sul no topo do ranking estadual, o setor inicia 2026 com a certeza de que a diversidade de destinos brasileiros é o nosso maior ativo no mercado global", afirma a Embratur.

No recorte por países emissores para o Brasil, os vizinhos sul-americanos seguem na frente:

Argentina: 741.827

Paraguai: 112.698

Chile: 112.673

Uruguai: 79.055

Já entre mercados de longa distância aparecem:

Estados Unidos: 56.891

Portugal: 28.678

Alemanha: 21.446

França: 20.337

Itália: 18.595

Reino Unido: 18.245

A procura também cresceu em China, Colômbia, Peru, Portugal, México, Espanha e França, de acordo com a agência.

Estratégia do RS: promoção contínua e qualificação

O governo gaúcho credita a tração do setor a um planejamento de mercado com execução em escala.

Em 2025, o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 11,4% na atividade turística, mais que o dobro da média nacional (4,6%), segundo o Índice de Atividades Turísticas (Iatur), do IBGE.

O secretário Santini reforça o caráter econômico: "O crescimento de 11,4% comprova que o turismo é política pública estruturante. Estamos falando de geração de renda, fortalecimento regional e posicionamento nacional e internacional do Rio Grande do Sul".

O período teve 190 ações promocionais (entre campanhas, ativações regionais e presença em feiras) com investimento superior a R$ 60 milhões. As campanhas Viva o Verão Gaúcho e Viva o Inverno Gaúcho integraram a estratégia de posicionamento.

A tática também incluiu qualificação do trade e estímulo à venda: foram mais de 9 mil profissionais capacitados ao longo do ano e 400,8 mil pacotes de viagens para o RS vendidos em 2025.

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