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Vandalismo faz prefeitura trocar contêineres de plástico por estruturas de metal em bairro boêmio de Porto Alegre


Novos contêineres são instalados em Porto Alegre

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) de Porto Alegre começou a substituição dos contêineres de coleta seletiva no bairro Cidade Baixa. Serão instalados 90 contêineres metálicos, mais resistentes, em substituição aos atuais modelos de plástico verde.

A iniciativa ocorre após 140 contêineres de recicláveis na Capital terem sido queimados desde março de 2025. A Cidade Baixa foi o bairro mais afetado, concentrando 53% das ocorrências, com 73 coletores vandalizados.

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O prejuízo total em Porto Alegre ultrapassa R$ 2,7 milhões. Cada equipamento danificado tem um custo aproximado de R$ 12,8 mil, valor que sobe para R$ 20 mil, incluindo as despesas de limpeza e substituição.

Coletores de lixo plásticos são substituídos por estruturas de metal

Ronaldo Bernardi/Agência RBS e Pedro Piegas/PMPA

Como vai funcionar

Com a troca, o descarte de materiais recicláveis na região passa a funcionar 24 horas por dia. Os novos modelos metálicos serão identificados com adesivos verdes e terão abertura do tipo "boca de lobo", para receber plásticos, papéis secos, vidros e metais.

A entrega de resíduos orgânicos e rejeito não muda. Ela deve ser feita nos contêineres com adesivo laranja, que possuem tampa móvel e acionamento por pedal.

O diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker, afirma que o sucesso do sistema depende da colaboração da população.

"O DMLU está investindo para melhorar a coleta de resíduos na cidade. No entanto, o sucesso também depende da participação ativa de todos. Percebemos que as pessoas têm utilizado o novo sistema, mas ainda é necessário que a população evolua na separação correta dos resíduos", destaca.

A operação é executada pelo Consórcio Porto Alegre Ambiental, com investimento de R$ 84,5 milhões por dois anos. O recolhimento de recicláveis deve ser feito por um caminhão em dias alternados, enquanto a coleta de orgânicos e rejeito é prevista diariamente.

O contrato também prevê uma equipe de educação ambiental e uma equipe de resposta rápida para manutenções. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) informou que irá intensificar as ações de proteção aos novos equipamentos para coibir danos.

Enquanto a Cidade Baixa recebe os novos modelos, o projeto-piloto com contêineres de plástico para recicláveis continua em trechos dos bairros Centro Histórico, Menino Deus e Praia de Belas.

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